
A trajetória de um pequeno gigante
Franzino, de pele clara e aparência frágil, o terceiro de oito filhos. Aqui começa a história de um gigante, que morava na ilha de São Francisco do Sul e é conhecido por todos como o Paulinho. Ainda criança começou a trabalhar para conseguir seu dinheiro e jamais dependeu de alguém para chegar aos seus objetivos. Dividia seu dia entre os estudos, o trabalho e as brincadeiras, entre elas a caça. Naquele tempo orgulhava-se de exibir o cinto rodeado de passarinhos que mais tarde tornariam-se seu jantar. Paulinho tinha muitos sonhos, um deles, ser caminhoneiro. Passava horas imaginando-se montado em seu mercedão, sumindo pelas estradas do mundo. Tinha três amigos inseparáveis, Zeca, Tonho e Vardo, juntos pescavam, caçavam, brincavam. Mal sabia ele que por meio daquela amizade conheceria o amor da sua vida. Mas ainda é muito cedo para contar esta história.
Assim Paulinho cresceu, sempre rodeado de pessoas que lhe queriam bem e sempre alegrando todos a sua volta. Viu na marinha uma oportunidade que nem mesmo seu caminhãozão seria capaz de lhe oferecer, mas a vida lhe guardava outras surpresas.
Decidiu então tentar a vida em outra cidade. Não foi para muito longe, arrumou um emprego em um restaurante em Joinville, mas ainda não era o que ele procurava. Foi então para Itajaí vender fotografias reproduzidas, mas também não teve muito sucesso. Paulinho então retornou para São Francisco desconsolado com sua frustrada tentativa fora da ilha. Foi aí que sua história começou a mudar, conseguiu um emprego de vendedor de tecidos, ali mesmo, na sua cidade. Foi então que começou a viajar, não com seu caminhão, nem com a marinha, mas já era alguma coisa. Mas a mudança em sua vida não se deve a viagem, e sim ao retorno dela.
Depois de conhecer vários lugares e até ter morado em Curitiba, Paulinho um dia retornou a São Francisco e num ato impensado contou a Mãe de Lurdinha, irmã de Zeca, Tonho e Vardo, o que sentia pela moça.
Começa aí uma das histórias mais bonitas que se pode ser relatada.
Os dois começaram então um namoro, que durou apenas um ano para que se tornasse um noivado. Mas como estamos falando do amor perfeito, é claro que esse noivado não se estendeu nem por um ano.
Casaram-se, vieram para Curitiba e sofreram muito. A falta de oportunidades fez com que Paulinho trabalhasse dia e noite nas mais diversas atividades para conseguir colocar comida na mesa, para isso ele passou até fome, mas nunca faltou com sua obrigação.
Não demorou muito para que viessem os filhos, e em um período bem curto, diga-se de passagem, três em três anos.
Os tempos foram passando e os filhos crescendo, a situação já não era mais tão precária, ainda que as dificuldades fossem muitas.
Derrepente... Mais um filho. A caçula, pelo menos nos próximos sete anos, até que...
Mais um. Cinco no total.
Pai, eu só escrevi tudo isso para que você saiba o quanto valorizamos sua história que na verdade deixou de ser sua e tornou-se nossa não é?
É incomparável o orgulho que temos em poder dizer: O meu pai é o Paulinho, aquele da cabeça branca, sabe?
Se existe alguém na vida que possamos seguir como exemplo de homem, de pai, de pessoa, de profissional, de tudo, esse alguém é você.
Acredito que ainda não exista uma explicação cientifica para esse fenômeno, mas o pai da gente sempre é o melhor. E com você não poderia ser diferente não é paizão?
Pode até perecer clichê, mas sou seu fã e tenho orgulho de poder dizer: Eu quero ser igual ao meu pai.
Se eu conseguir ser para meu filho, um terço do que você é conosco, tenho certeza que depois de mim, ele será o filho mais feliz do mundo.
Você é tão especial que até escolheu como sua esposa, a melhor mulher do mundo. Agradeço a Deus todos os dias por ser filho de vocês dois.
Pai... Obrigado por existir na minha vida.
Franzino, de pele clara e aparência frágil, o terceiro de oito filhos. Aqui começa a história de um gigante, que morava na ilha de São Francisco do Sul e é conhecido por todos como o Paulinho. Ainda criança começou a trabalhar para conseguir seu dinheiro e jamais dependeu de alguém para chegar aos seus objetivos. Dividia seu dia entre os estudos, o trabalho e as brincadeiras, entre elas a caça. Naquele tempo orgulhava-se de exibir o cinto rodeado de passarinhos que mais tarde tornariam-se seu jantar. Paulinho tinha muitos sonhos, um deles, ser caminhoneiro. Passava horas imaginando-se montado em seu mercedão, sumindo pelas estradas do mundo. Tinha três amigos inseparáveis, Zeca, Tonho e Vardo, juntos pescavam, caçavam, brincavam. Mal sabia ele que por meio daquela amizade conheceria o amor da sua vida. Mas ainda é muito cedo para contar esta história.
Assim Paulinho cresceu, sempre rodeado de pessoas que lhe queriam bem e sempre alegrando todos a sua volta. Viu na marinha uma oportunidade que nem mesmo seu caminhãozão seria capaz de lhe oferecer, mas a vida lhe guardava outras surpresas.
Decidiu então tentar a vida em outra cidade. Não foi para muito longe, arrumou um emprego em um restaurante em Joinville, mas ainda não era o que ele procurava. Foi então para Itajaí vender fotografias reproduzidas, mas também não teve muito sucesso. Paulinho então retornou para São Francisco desconsolado com sua frustrada tentativa fora da ilha. Foi aí que sua história começou a mudar, conseguiu um emprego de vendedor de tecidos, ali mesmo, na sua cidade. Foi então que começou a viajar, não com seu caminhão, nem com a marinha, mas já era alguma coisa. Mas a mudança em sua vida não se deve a viagem, e sim ao retorno dela.
Depois de conhecer vários lugares e até ter morado em Curitiba, Paulinho um dia retornou a São Francisco e num ato impensado contou a Mãe de Lurdinha, irmã de Zeca, Tonho e Vardo, o que sentia pela moça.
Começa aí uma das histórias mais bonitas que se pode ser relatada.
Os dois começaram então um namoro, que durou apenas um ano para que se tornasse um noivado. Mas como estamos falando do amor perfeito, é claro que esse noivado não se estendeu nem por um ano.
Casaram-se, vieram para Curitiba e sofreram muito. A falta de oportunidades fez com que Paulinho trabalhasse dia e noite nas mais diversas atividades para conseguir colocar comida na mesa, para isso ele passou até fome, mas nunca faltou com sua obrigação.
Não demorou muito para que viessem os filhos, e em um período bem curto, diga-se de passagem, três em três anos.
Os tempos foram passando e os filhos crescendo, a situação já não era mais tão precária, ainda que as dificuldades fossem muitas.
Derrepente... Mais um filho. A caçula, pelo menos nos próximos sete anos, até que...
Mais um. Cinco no total.
Pai, eu só escrevi tudo isso para que você saiba o quanto valorizamos sua história que na verdade deixou de ser sua e tornou-se nossa não é?
É incomparável o orgulho que temos em poder dizer: O meu pai é o Paulinho, aquele da cabeça branca, sabe?
Se existe alguém na vida que possamos seguir como exemplo de homem, de pai, de pessoa, de profissional, de tudo, esse alguém é você.
Acredito que ainda não exista uma explicação cientifica para esse fenômeno, mas o pai da gente sempre é o melhor. E com você não poderia ser diferente não é paizão?
Pode até perecer clichê, mas sou seu fã e tenho orgulho de poder dizer: Eu quero ser igual ao meu pai.
Se eu conseguir ser para meu filho, um terço do que você é conosco, tenho certeza que depois de mim, ele será o filho mais feliz do mundo.
Você é tão especial que até escolheu como sua esposa, a melhor mulher do mundo. Agradeço a Deus todos os dias por ser filho de vocês dois.
Pai... Obrigado por existir na minha vida.
3 comentários:
Oi Felipe, simplismente apavorou nessa matéria!!!!
Muito linda a história e sua declaração!!!!
OLÁ FELIPE...ISSO QUE É AMOR...PARABÉNS PELA SUA FAMÍLIA...BJ.
Meu Deus Felipe, como essa história nos deixou emocionados! Continue contando essa mesma história com os arranjos bonito que a vida ao longo dos anos vai tornando parte dessa existência bela e maravilhosa, enriquecendo cada cada passo da trajetória do seu pai.
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