Ingressar no mercado de trabalho tem sido o martírio de muitos profissionais recém formados. Diferente de há alguns anos, atualmente as universidades despejam milhares de novos profissionais todo ano no mercado e estes muitas vezes não possuem a vivência necessária para atuar na área. Consequentemente muitos desistem do sonho e rumam para outros segmentos.
Uma das ferramentas mais indicadas para o estudante que almeja um dia ser um profissional bem sucedido é o estágio. É por meio dele que o aluno pode vivenciar a rotina da profissão, desenvolver as atividades da área e agregar na prática o que aprende na teoria. A psicóloga Gisele Possatto, fez estágio durante os anos de faculdade e afirma que esse foi o grande impulso para que pudesse visualizar o caminho a seguir. “fui definindo metas, aflorando habilidades que agora como profissional pude demonstrar com destreza.”
De acordo com a agente de estágio Josiane Varela Bogus, do Centro de Integração Empresa Escola do Paraná (CIEE/PR), fazer um estágio hoje é uma necessidade imprescindível, “somente o estágio vai dar a possibilidade de aprender fazendo, de se preparar para o que vai enfrentar quando formado e de sair na frente quando fizer a seleção para uma vaga”. Bogus ressalta que antigamente se tinha uma visão errônea sobre a função do estagiário, principalmente por parte das empresas que os contratavam, “fazendo-os trabalharem por oito ou mais horas, fazer hora extra, remunerando pouco ou nem remunerando”. Essas atitudes, segundo ela, além de prejudicarem fisicamente o estudante o prejudicavam também nos estudos.
Devido e este tipo de problema, a lei de estágio que existe desde 1977 foi reformulada em 2008 e passou a assegurar todos os direitos para o estagiário, bem como para a empresa que o contrata. Hoje para estagiar o estudante precisa obrigatoriamente estar matriculado e freqüentando aulas em uma instituição de ensino, sua carga horária não pode ultrapassar seis horas diárias em caso de Ensino Superior e quatro horas para Ensino Médio, recebe uma bolsa auxílio para ajudar em seus estudos e despesas e também o auxílio transporte para locomoção até o local do estágio. Ao completar um ano de estagio o estudante tem direito a um recesso remunerado de um mês. “É uma troca, o estudante é orientado por um profissional experiente na área, aprende, observa e tem seus direitos assegurados.” Salienta Bogus
Para o jornalista Téo Travagim, sócio diretor da empresa Sintática Comunicação, que tem dois estagiários e já ajudou muitos outros em início de carreira, o estagiário é uma pessoa muito motivada, que tem muitas idéias e quer colocá-las em pratica. “vai da empresa saber aproveitar esse entusiasmo e lapidá-los para que o estudante se desenvolva profissionalmente e tire o maior proveito possível da chance que lhe foi dada”.