Felipe Rosa
Conselheiros tutelares de Curitiba, vereadores e outros profissionais ligados à criança e ao adolescente oficializaram ontem (21/6), na Câmara Municipal, a Frente Parlamentar em Defesa da Infância. No local, foram discutidas as principais dificuldades enfrentadas pelos conselheiros e definidos os objetivos a serem alcançados. Os conselheiros citaram o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) * e afirmaram que precisam ser representados na sociedade. Para isso, enfocaram a importância de criar políticas públicas. De acordo com os conselheiros, o maior problema enfrentado atualmente em todas as regionais de Curitiba é a falta de vaga em escolas e creches, tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio. Encontrar vagas em escolas para crianças com deficiência também é um empecilho para o trabalho. Ainda citando o ECA, eles são unânimes em dizer que os direitos da criança e do adolescente são hoje violados pelo poder público. Somente na regional do Boqueirão, este ano 1.575 famílias já solicitaram auxílio, pois não conseguem vagas em creches e escolas.
Essa deficiência de vagas, a não aceitação do aluno que é “muito velho” para estudar nas séries onde estão inseridos ou ainda a precariedade de atividades de contraturno nas escolas foram apontados como caminhos praticamente certeiros para o envolvimento com as drogas. De acordo com a presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares de Curitiba, Jussara da Silva Gouveia, é fundamental um maior investimento em educação popular. Para os pais saberem educar seu filhos, ela diz que é necessário fazer um trabalho com a família das crianças. “Não adianta tratar o menino ou menina evolvido com a droga e deixar o seu ambiente familiar igual a quando ele saiu dele. As chances de recaída de um ex-usuário de drogas é muito grande e quando isso acontece o papel da família é fundamental para ajudar que ele não volte para esse caminho”, diz. Para a conselheira da regional Boqueirão Viviane Aparecida de Lara Matos, as pessoas não têm conhecimento do poder e da abrangência que o Conselho Tutelar possui e, por isso, muitas vezes deixam de procurá-lo quando percebem um pequeno problema com a criança ou adolescente. “Quando se dão conta, o problema já é muito maior”.
De acordo com o vereador André Passos, os membros da Frente estarão intransigentes e firmes na luta para melhorias na situação da criança e nas condições de trabalho dos conselheiros. Os relatos dos conselheiros foram registrados e ficou decido que a educação será o primeiro item a ser priorizado.
* Art. 4º - É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende:
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública;
c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas;
d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude
quinta-feira, 22 de junho de 2006
domingo, 26 de março de 2006
Mais de 700 pessoas participam do III Fórum Estadual de Educomunicação
Felipe Rosa
Mais de 700 pessoas, entre estudantes, universidades, especialistas, ONGs e sociedade, participaram do III Fórum Estadual de Educomunicação, que aconteceu em Bandeirantes de 23 a 25 de março. Com o tema "A Leitura Crítica dos Meios de Comunicação" , o evento contou com palestras de grandes nomes da área de educomunicação. Entre elas a professora e doutora em educação Nita Freire, o Professor e Jornalista da ECA/USP Ismar de Oliveira Soares.
A abertura aconteceu quinta-feira, 23/3, com a participação dos palestrantes e de autoridades como o senador (PT) Flávio Arns e a deputada estadual Elza Correia. Para ela, a educomunicação é uma proposta que vem se mostrando importante para garantir a democratização da informação.
O assessor de Comunicação e organizador do evento, Thiago Dedoné, lembrou em seu discurso durante a abertura que a Lei de Diretrizes de Base (LDB) já prevê a integração entre a educação e comunicação. Nosso objetivo é implementar a educomunicação em todas as escolas municipais. Isso para que os alunos não aprendam somente a manusear os equipamentos, mas para entender que é possível utilizar a comunicação para o bem social, diz.
Protagonismo
Na aberturam também foi apresentado um vídeo produzido por crianças da Escola Municipal Leda de Lima Canário, que faz parte do projeto Minha História Minha Escola, onde os alunos fazem entrevistas com ex-alunos da escola, professores e diretores. De acordo com a professora Ana Lúcia de Oliveira Borges, os alunos se consideram realmente importantes na hora que estão produzindo o material . O aluno da quarta série, Iago José dos Reis, diz que gostou muito do projeto. Eu aprendi um pouco mais da história de quem eu entrevistei afirma o pequeno.
Palestras
Pela manhã de sexta-feira (24/3), a professora Doutora em Educação Nita Freire palestrou com o tema “Paulo Freire e a Pedagogia do Amor” . O Deputado Estadual Barbosa Neto (PDT) apresentou “A Leitura Crítica da Mídia como função sócio-política na Educomunicação” . Pela tarde apresentaram-se o professor da ECA/USP e coordenador do projeto Educom Rádio, Ismar de Oliveira, com a palestra “Educomunicação e Cidadania: A construção de um campo a partir da prática da leitura Crítica dos Meios” e o jornalista da Ciranda Téo Travagin, falando sobre os programas de educomunicação da ONG.
Mais de 700 pessoas, entre estudantes, universidades, especialistas, ONGs e sociedade, participaram do III Fórum Estadual de Educomunicação, que aconteceu em Bandeirantes de 23 a 25 de março. Com o tema "A Leitura Crítica dos Meios de Comunicação" , o evento contou com palestras de grandes nomes da área de educomunicação. Entre elas a professora e doutora em educação Nita Freire, o Professor e Jornalista da ECA/USP Ismar de Oliveira Soares.
A abertura aconteceu quinta-feira, 23/3, com a participação dos palestrantes e de autoridades como o senador (PT) Flávio Arns e a deputada estadual Elza Correia. Para ela, a educomunicação é uma proposta que vem se mostrando importante para garantir a democratização da informação.
O assessor de Comunicação e organizador do evento, Thiago Dedoné, lembrou em seu discurso durante a abertura que a Lei de Diretrizes de Base (LDB) já prevê a integração entre a educação e comunicação. Nosso objetivo é implementar a educomunicação em todas as escolas municipais. Isso para que os alunos não aprendam somente a manusear os equipamentos, mas para entender que é possível utilizar a comunicação para o bem social, diz.
Protagonismo
Na aberturam também foi apresentado um vídeo produzido por crianças da Escola Municipal Leda de Lima Canário, que faz parte do projeto Minha História Minha Escola, onde os alunos fazem entrevistas com ex-alunos da escola, professores e diretores. De acordo com a professora Ana Lúcia de Oliveira Borges, os alunos se consideram realmente importantes na hora que estão produzindo o material . O aluno da quarta série, Iago José dos Reis, diz que gostou muito do projeto. Eu aprendi um pouco mais da história de quem eu entrevistei afirma o pequeno.
Palestras
Pela manhã de sexta-feira (24/3), a professora Doutora em Educação Nita Freire palestrou com o tema “Paulo Freire e a Pedagogia do Amor” . O Deputado Estadual Barbosa Neto (PDT) apresentou “A Leitura Crítica da Mídia como função sócio-política na Educomunicação” . Pela tarde apresentaram-se o professor da ECA/USP e coordenador do projeto Educom Rádio, Ismar de Oliveira, com a palestra “Educomunicação e Cidadania: A construção de um campo a partir da prática da leitura Crítica dos Meios” e o jornalista da Ciranda Téo Travagin, falando sobre os programas de educomunicação da ONG.
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